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Destaques

Broa Caxambu (bolacha de fubá)

Acredito que você ja comprou nas padarias aquelas bolachas de fubá muito gostosas para o café da manhã ou da tarde, esta é a receita delas.

Experimente, é muito fácil de fazer.

Ingredientes:

500 gramas farinha de trigo 500 gramas fubá 500 gramas açúcar refinado 1 colher (sopa) rasa de fermento em pó 1 colher (chá) sementes de erva-doce 5 colheres (sopa) manteiga sem sal (100g)3 ovos 1 ovo para pincelar 125 gramas de margarina  
Preparo:

Peneire as farinhas.
Coloque as farinhas em uma bacia, acrescente o açúcar, o fermento e a erva doce, misture bem.
Adicione a manteiga e vá misturando com as pontas dos dedos até incorporar bem.
Em seguida adicione os ovos e misture até obter uma massa homogênea bem firme como mostra a foto (se necessário acrescente um pouquinho de água para chegar no ponto)
Unte a as assadeiras.
Modele as broas em forma de bolas, achate levemente deixando com um formato de um disco, e vá arrumando uma a uma nas assadeiras.
Misture uma gema com uma colher de café forte e …

"Eternos Românticos"


"Eternos Românticos"


       
 Eternos Românticos, assim se definem os escritores e artistas que, no começo do   Século  XIX, abandonaram  as regras de composição e estilo dos autores clássicos.
Caracterizam-se pela predominância da sensibilidade e da imaginação sobre a razão, pelo individualismo, pelo lirismo.”
O que nos leva a concluir que quase todos os artistas, quaisquer que sejam os tempos e as escolas, são ou foram românticos.
Daí podemos também concluir que o romantismo, não é apenas uma escola literária, mas um estado de espírito.
Românticos foram, através dos tempos, e muito antes do Século XIX, as mais altas expressões das letras e das artes.
O homem hoje parece que se envergonha de ser romântico, ou de ser tido como tal. Como se isto fosse um atestado de doença ou de fraqueza.
Mas embora se pense deste modo nós continuaremos românticos, graças a Deus.
Há algumas pessoas que ao ler um texto poético identifica o autor como o ultimo romântico
Puro engano.
O mundo continua, e seguirá povoado por essa espécie imortal para que a arte sobreviva.
Dizem que o romântico é um fraco.
Mas “o romântico é um forte”.
E por quê?
Justamente porque fortes são os que têm a capacidade de sentir.
E o romântico é o emotivo, o sentimental, o que expõe o coração.
Só ele enriquece a vida com as perspectivas infinitas do sentimento e da fantasia.
Os frios, os indiferentes, os “materialistas” num sentido puramente social, são os fracos, os temerosos, e, são, portanto, os que não vivem plenamente.
Já os românticos são os que enfunam as velas do sonho e se atiram a todas as correntes. Muitas vezes  sofrem.
Mas para eles, vida e sofrimento são palavras que se equivalem, que se identificam.
Sabem que o temor ao sofrimento são conseqüências da tentativa de ser feliz.
São os que não têm medo, portanto, os que se aventuram.
Os que captam a vida em todas as direções, embora feridos, angustiados. Os que não se envergonham de chorar.
Dizem que hoje que o mundo de hoje é um mundo de homens de ferro, duros, insensíveis. Como se isto fosse vantagem, ou, que isso seja  verdade.
Pura mentira!!!
Se ontem, as armaduras de ferro dos cavaleiros medievais escondiam corações inflamados de ternura florais, de anseios cavalheirescos, hoje, as pesadas roupas dos astronautas protegem igualmente corações cheios de amor e poesia.
Todos nós lemos as declarações dos astronautas ao voltarem do espaço sideral.
Eram falas de poetas, deslumbrados com o espetáculo novo de um universo imprevisto.
Um deles, o primeiro, declarou de sua cápsula: o mundo é azul!
Que eles são, mesmo, os poetas do espaço. Hoje, eu diria que até a ciência é romântica: ainda à procura da lua dos poetas e dos namorados.
Os jogadores de futebol, que representam homens de um esporte viril, após as grandes vitórias, ou as fragosas derrotas, desmandam-se a chorar, como bebês. E que de estranho há nisso? São, e continuam sendo apenas homens, como os de todas as épocas, quando inflamados ou aterrados pelas emoções violentas. Choram políticos, choram generais, choram artistas. Na televisão, assistimos todos os dias ao espetáculo dos que desgovernam pelo coração, e são por isso sublimes ou heróicos.
Falsa, inteiramente ilusória, a afirmativa apresentada e superficial, de que deixamos de ser românticos.
 Sim, o mundo gira, o mundo se transforma, mas o homem continua o mesmo: Macbeth, Otelo, Romeu ou D. Quixote. O coração continua a ser aquele ponto inevitável sobre o qual se apóia uma das pontas do compasso para traçar as figurações e planos.
Analise junto comigo, e vera como estou certo.
Lembra-se da Jovem Guarda?  Os moços do iê-iê-iê, até na aparência são românticos. Restauraram as formas de trajar, os exageros requintados de outras épocas.
Quando os vemos, nos lembramos dos poetas do fim do século, de cabelos longos, roupas enfeitadas. Sua música, aparentemente “avançada”, trouxe apenas novidades rítmicas, mas o fundo melódico e as letras traem o eterno romantismo.
E  o “slogan” dos “hippies”: “The Flower’s power”. Uma geração que faz da flor o seu símbolo, o seu estandarte, a sua mensagem de paz e amor, não é uma geração romântica?
O dicionário completa o verbete: ser romântico é ser “devaneador, poético, apaixonado”. Então, somos todos nós. “Quem não for capaz de sonhar, de encontrar belezas, de amar”, “só passou pela vida, não viveu”, como diria o velho Otaviano Rosa.
Dentro do homem mais seco, e empedernido, do espírito mais cético e pragmático, do filosofo mais materialista, há um cérebro e um coração, para pensar e para sentir.
E naqueles momentos de coração que salvam a nossa vida, somos todos românticos.
O operário que bota tijolo em cima de tijolo, o dia todo, à noite vira poeta diante do mar, em companhia da namorada; a mocinha do balcão que vendeu qualquer coisa, ou o do escritório que bateu faturas, vai depois copiar poesias em seu caderno; o cronista engraçado que se compraz em ridicularizar boleros, vai cantar tangos na boate, depois da terceira dose de uísque; o motorista, que transporta cargas pelos caminhos, faz poesia e humor nos pára-choques do seu caminhão.
Por muitas razoes, usamos máscara trezentos e sessenta dias, e só as tiramos às vezes, no carnaval.
Há homens que se envergonham de ter coração, o que é grave; procuram esconde-lo, o que é tolo; tentem negá-lo, o que é absurdo. Salvam-se alguns poetas (façam versos ou não) que têm coragem de permanecer poetas, num mundo que pretende negar a poesia, e que tanto precisa dela. Alguns poetas, que, corajosamente não usam máscaras, continuam falando de amor, como os velhos cristãos ou como... os “hippies”...
            

Crônicas  de JG de Araujo Jorge 

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