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Destaques

Broa Caxambu (bolacha de fubá)

Acredito que você ja comprou nas padarias aquelas bolachas de fubá muito gostosas para o café da manhã ou da tarde, esta é a receita delas.

Experimente, é muito fácil de fazer.

Ingredientes:

500 gramas farinha de trigo 500 gramas fubá 500 gramas açúcar refinado 1 colher (sopa) rasa de fermento em pó 1 colher (chá) sementes de erva-doce 5 colheres (sopa) manteiga sem sal (100g)3 ovos 1 ovo para pincelar 125 gramas de margarina  
Preparo:

Peneire as farinhas.
Coloque as farinhas em uma bacia, acrescente o açúcar, o fermento e a erva doce, misture bem.
Adicione a manteiga e vá misturando com as pontas dos dedos até incorporar bem.
Em seguida adicione os ovos e misture até obter uma massa homogênea bem firme como mostra a foto (se necessário acrescente um pouquinho de água para chegar no ponto)
Unte a as assadeiras.
Modele as broas em forma de bolas, achate levemente deixando com um formato de um disco, e vá arrumando uma a uma nas assadeiras.
Misture uma gema com uma colher de café forte e …

Milho de pipoca.




    Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.  Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.  Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira.

    
São pessoas de uma mesmice  e uma dureza assombrosa.  Só que elas não percebem e acham  que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.   O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca   imaginamos: a dor.
    
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe,  perder  o emprego ou ficar pobre.  Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento cujas causas ignoramos.
    
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui.  Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
    
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.
   
 Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.  Não pode imaginar a transformação  que está sendo preparada para ela.
    
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
    
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
    
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir  coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
    
A presunção e o medo são a dura casca do milho  que não estoura.  No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.
    
Não vão se transformar na flor branca,  macia e nutritiva.  Não vão dar alegria para ninguém. 

                                                                  Rubem Alves

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